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7th
February

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Um conjunto de obras de reabilitação no bloco E1A do Bairro da Bela Vista, ação liderada pela Câmara Municipal de Setúbal e que incluiu trabalhos de consolidação estrutural em edifícios de habitação, é inaugurado no dia 12.

A cerimónia de inauguração das intervenções efetuadas nos edifícios deste bloco, confinado entre as avenidas da Bela Vista e Francisco Fernandes e a Rua do Moinho, conta com a presença da presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira.

O evento, a realizar a partir das 15h00, pretende promover a sensibilização dos moradores para a participação na conservação e manutenção destes espaços, contando com momentos de animação por artistas da Bela Vista.

O bloco E1A, construído e habitado há mais de 25 anos, inclui inquilinos da Câmara Municipal e proprietários privados. As obras neste imóvel, executadas no âmbito do Programa PROHABITA, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), representam um investimento global de 362 mil e 93,36 euros.

O valor das obras relativas à parte dos inquilinos foi financiado, em partes iguais, pela Autarquia e pelo IHRU, enquanto os trabalhos realizados em habitações de propriedade privada não obtiveram qualquer financiamento da Administração Central, tendo a Câmara Municipal de Setúbal assumido a totalidade dos custos.

A escolha do E1A para início das obras de regeneração urbana do edificado do denominado “Bairro Amarelo” da Bela Vista resulta do facto de este ser o bloco com o maior número de inquilinos (30) face a proprietários (14), o que permitiu à Autarquia obter um financiamento mais significativo do IHRU.

A melhoria funcional e do desempenho do bloco E1A e a recondução aos usos licenciados de espaços privados (fogos) e coletivos (circulações e espaços comuns) foram prioridades desta operação urbanística.

As intervenções, realizadas em pouco mais de seis meses, incluíram a reposição da integridade física de elementos da construção dos edifícios sujeitos a uso indevido, desgaste pela utilização, obsolescência e degradação patológica.

A impermeabilização dos telhados e a colocação de novas coberturas, que permitiram melhorar as condições acústicas e térmicas das habitações, foram ações executadas nesta intervenção.

Os trabalhos contemplaram ainda a requalificação das áreas comuns do bloco E1A, como escadas de acesso aos pisos e galerias de distribuição e de acesso aos fogos, e a instalação de novos gradeamentos e portões. 

A colocação de novos estendais, agora todos uniformizados, a reparação das caixas de correio e intervenções ao nível das infraestruturas elétricas comuns foram outras ações realizadas.

No âmbito desta empreitada, o sistema de condução e recolha de resíduos sólidos – condutas com bocas de receção em cada piso e compartimento para contentor no piso térreo do nó de escadas –, atualmente inativo por falta de uso, foi eliminado.

No exterior, as obras permitiram recuperar e remodelar a totalidade do pátio interior do bloco E1A, com a colocação de novos pavimentos, a instalação de mobiliário urbano, o reforço da iluminação pública e a plantação de árvores.

As obras de reabilitação urbana deste bloco são complementadas pelo Programa Integrado de Participação e Desenvolvimento da Bela Vista e Zona Envolvente, que apela ao envolvimento das pessoas na manutenção e conservação das suas habitações e espaços comuns dos prédios.

Esta ação estratégica da Câmara Municipal de Setúbal promove também a participação das pessoas nas decisões que a elas e à comunidade dizem respeito e fomenta a autonomia, a responsabilidade e o crescimento coletivo dos moradores.

O Bairro da Bela Vista, construído na década de 70, é constituído por 45 edifícios (19 pátios) com um total de 840 fogos. Destes, 454 são habitados por inquilinos da Câmara Municipal de Setúbal, enquanto 386 (46 por cento) já pertencem a proprietários privados.

FONTE: http://www.rostos.pt
15th
December

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A Câmara de Lisboa quer colocar no mercado a partir do próximo ano 657 fracções habitacionais das quais é proprietária, em diferentes modalidades de venda, reabilitação e arrendamento. Para divulgar a cada momento quais os imóveis disponíveis, a autarquia vai criar um site onde os interessados poderão fazer pesquisas por freguesia, valor ou área.
A vereadora da Habitação, Helena Roseta, deu ontem a conhecer o Programa de Valorização de Património, que define um conjunto de “modelos de intervenção para o património disperso” da autarquia. O documento tinha sido antes apresentado aos vereadores, mas a sua votação foi adiada para a próxima reunião camarária. 
Nos últimos meses a autarquia reuniu numa só base de dados todas as informações existentes sobre o património municipal, que até aqui estavam dispersas por vários serviços municipais. Isso permitiu concluir que estão disponíveis para colocar no mercado 335 fracções habitacionais “em estado de conservação razoável/bom”. Helena Roseta adianta que o arrendamento deverá ser o seu destino prioritário.
Além disso foram também identificados 81 edifícios “em estado de conservação mau e muito mau”, o que corresponde a 322 fracções habitacionais. Estas deverão destinar-se essencialmente a alienação ou a programas de reabilitação. Há outros 132 edifícios, que perfazem 509 fracções, cujos compromissos ainda estão a ser validados. 
Além da venda directa a moradores e da venda a terceiros por hasta pública ou leilão, ambos já praticados pela autarquia lisboeta, a vereadora da Habitação quer criar duas novas modalidades: a venda a jovens por sorteio com preço fixo e a venda faseada a moradores. A última destina-se, segundo a eleita do movimento Cidadãos Por Lisboa, na lista de António Costa, “a inquilinos cumpridores, que sempre estimaram as suas casas” e que vivem nos bairros sociais da autarquia. 
Quanto à reabilitação urbana, são dois os programas a lançar: o Reabilita Primeiro Paga Depois e o Reabilita Arrenda Devolve. No primeiro, os edifícios municipais são vendidos mas os seus novos proprietários só pagam à autarquia, com juros, depois de os colocarem no mercado. No segundo, os imóveis são concessionados a alguém que os reabilita e arrenda durante o prazo necessário para recuperar o seu investimento, após o que são devolvidos ao município. 
No capítulo do arrendamento, a vereadora quer “apostar em força” na renda convencionada, com valores até 30% inferiores aos do mercado, a pensar essencialmente nos jovens. A autarca admite que no futuro a câmara ou uma empresa municipal sirva de intermediária entre arrendatários e proprietários particulares que queiram colocar as suas habitações no mercado com “rendas não-especulativas” e ao mesmo tempo ter alguma segurança.


FONTE: PUBLICO.PT
11th
October

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O Governo vai apresentar hoje um fundo de investimento de mil milhões de euros, destinado à reabilitação urbana, anunciou ontem o secretário de Estado para a Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Rodrigues.

Este fundo, denominado Jessica, “tem uma comparticipação tripla, do FEDER, da banca e de fundos privados, numa conjugação de esforços que visa desenvolver projetos de reabilitação urbana”, explicou à Lusa o governante, à margem da sétima conferência anual da revista “Exame”. O Jessica conta já com três projetos aprovados no seu âmbito, “um que associa o IHRU à Caixa Geral de Depósitos, outro na área do investimento turístico, e um terceiro do BPI”, acrescentou Almeida Rodrigues. A partição do capital deste fundo — que se encontra inserido numa rede europeia, sendo o português o sétimo Jessica a ser lançado — é de 130 milhões de euros do FEDER, cerca de 300 milhões de euros da banca e o restante pertence a fundos privados, indicou ainda o responsável. A administração do fundo é portuguesa e um total de doze entidades concorreram a este fundo, ainda segundo a mesma fonte à Lusa. “É um instrumento de apoio à economia que lançamos numa área crucial como é a reabilitação urbana. Responde a uma preocupação de dinamizar o mercado interno. São mil milhões e euros, acaba por ser uma primeira aproximação, que se for bem sucedida poderá potenciar o aparecimento de outros fundos”, acrescentou. Almeida Rodrigues enfatizou que o governo deixará de “investir em obras faraónicas no pressuposto que é isso que vai fazer crescer a economia.É preferível obras de proximidade com valia económica”, disse. Na perspetiva do secretário de Estado, o fundo Jessica tem “essa vantagem”. “É um fundo que se auto-sustentará, ou seja, o financiamento feito através do fundo terá que ter um retorno e animar esse fundo, que ao longo dos anos irá financiando outros projetos”. “É uma fiolosofia nova, não de fundo perdido, mas de financiamento aos projetos que terá que ter retorno”, concluiu António Almeida Rodrigues.
FONTE: RTP
21st
September

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NOVO REGIME DE REABILITAÇÃO URBANA
O Governo deverá aprovar este mês, em Conselho de Ministros, o novo regime de reabilitação urbana. Com as novas regras a recuperação de prédios com mais de 30 anos, ou que estejam localizados em áreas de reabilitação urbana vai dispensar licença. 
Os proprietários que se recusem a reabilitar as suas casas podem ser forçados a vender os imóveis a preços muito baixos. Contudo, terão agora um montante mínimo a partir do qual a casa pode ser vendida, o que lhes garante, à partida, um valor mais alto. A medida faz parte de uma proposta de lei do Governo - que estabelece novas regras para a reabilitação urbana - a que o Diário Económico teve acesso e que deverá ser aprovado em Conselho de Ministros até ao final do mês.
A proposta de lei do ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT) vem agora dar uma garantia aos proprietários: o valor base de venda não pode ser inferior ao valor da indemnização que o proprietário receberia se fosse expropriado (caso, o município decretasse a expropriação e não a venda forçada). Na prática, a alteração que o Governo de Passos Coelho pretende agora implementar tenta impedir que os prédios sejam vendidos a valores muito baixos.
A possibilidade de venda forçada das casas para os proprietários que não façam as obras de melhoria decretadas pelos municípios foi introduzida pelo Governo de Sócrates em 2009. A medida causou muita polémica na altura, levando o próprio Presidente da República a pedir a fiscalização da medida ao Tribunal Constitucional, que acabou por dar luz verde à nova lei.
12th
July

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A Estratégia de Reabilitação de Lisboa 2011-2024, que sugere a atualização imediata de rendas em casos de obras de reabilitação e prevê um programa de apoio a condomínios, entra hoje em consulta pública.

Com a estratégia entra igualmente a partir de hoje em consulta pública a delimitação de toda a cidade consolidada como área de reabilitação urbana, o que estende os benefícios fiscais previstos a qualquer operação de reabilitação.
Até 08 de agosto, os documentos são passíveis de consulta e de propostas e sugestões, que poderão posteriormente ser integradas na versão final.
Entre outras matérias, a estratégia de reabilitação sugere várias alterações à legislação, designadamente para possibilitar actualizações imediatas de renda em obras de reabilitação, e prevê benefícios como as isenções ao nível do imposto municipal sobre imóveis (IMI) e do imposto municipal sobre transações (IMT).
É também sugerido pelo município uma mexida no Regime de Arrendamento Urbano que pondere a possibilidade de estabelecer o regime de renda livre em todos os arrendamentos de casas sujeitas a obras de reabilitação após 10 anos da conclusão das intervenções.
Na estratégia para 2011-2024, a maioria PS na autarquia defende igualmente que os subsídios atribuídos até agora no apoio à reabilitação sejam substituídos por empréstimos.
É também proposta a obrigatoriedade da inspeção técnica de edifícios em todos os prédios da cidade, a começar pelos reabilitados.
A redução do valor das taxas de ocupação de via pública, a isenção do pagamento de taxas para a colocação de telas publicitárias em andaimes, o recurso a linhas especiais de crédito que venham a ser criadas para o efeito e, em determinados casos, a atribuição de créditos concretos de construção são outros dos incentivos previstos.
Para conseguir concretizar a estratégia de reabilitação urbana a autarquia prevê uma mobilização de meios que compreende os financiamentos para o Programa de Investimentos Prioritários de Apoio à Reabilitação Urbana (PIPARU), com um total de 117 milhões de euros, as verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), com 52,5 milhões, e as do jogo do Casino, com 36 milhões.
FONTE: DESTAK